Hoje consigo olhar para esta foto e não sentir aquele aperto no coração. Sei lá, gostava do sorriso sincero, do jeito meigo que falava, das risadas contentes, da ideia de sermos, do pensamento menino maduro, dos comentários engraçados, da presença verdadeira, do sentimento, daquele friozinho na barriga ao vê-lo, gostava do início de tudo... do vôlei, das conversas no msn, da vontade de pegar na mão, do jeito "sem jeito" como começamos, do abraço de quem realmente gostava de mim, dos cadarços desamarrados, de ir conhecer a família, do olhar dele me dizendo o que um dia iria acabar... Mas tenho certeza foi no tempo certo, da nossa maneira adolescente de ser, foi espontâneo e não acredito que não era a hora de ser, afinal se for analisar como nos conhecemos e como foi o início de tudo só pode ter sido coisa de Deus. Não acredito em "ao acaso". Hoje eu consigo olhar... não entender, mas olhar. Eu via naquele menino que conheci uma pessoa que sorria em presença, que tinha algo que gritava vida e que me encantou tanto. Eu via diferente. Era contente, não sério fechado, era alegre por natureza, aí com o tempo esse menino foi indo e indo... e aquela alegria toda se transformou em responsabilidades e nisso não o via mais. Eu sei que em algum lugar aquela felicidade toda está viva. Hoje eu posso estar onde estou com a certeza que fui muito forte e tocada por um sentimento único e diferente. Hoje eu posso olhar para esta foto... é o que ele disse: Posso tudo, mas não convém.
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