Por falar em infância deu saudades de tudo. Sabe aquele filme: Esqueceram de mim? Pois é, me assemelho muito com o personagem. Eu era uma peste. Dei muita dor de cabeça para meus pais e vizinhança. Aprontava sempre. Apanhava todo dia e quando não apanhava pelo menos uma vez por dia achavam que eu estava doente, e sim estava. Até abri um sorriso me recordando da cara da minha nona que me falava: "maninha (meu apelido) tu não pode ser assim, tu tem que se comportar". Que se comportar o que, eu queria era chamar a atenção mesmo. Risquei dois carros e com uma inteligência fora do comum ainda escrevi meu nome, sabe, estava na primeira série e era emocionante escrever seu próprio nome, principalmente na lataria do carro. Quebrava as coisas e colocava a culpa nos outros, não que resolvesse, afinal todos sempre desconfiavam de mim. Minha irmã não era uma boa cumplice, tinha um defeito grave, não sabia mentir. Simplesmente não conseguia dizer "eu não sei de nada" ou "a gente já encontrou assim", cara ela ficava vermelha mas tão vermelha e começava a se esquivar, pronto, não precisava uma palavra pra mãe descobrir a verdade. Quantas e quantas vezes arrastava pelos cabelos minhas amiguinhas pelo fato de não concordarmos e não darmos o braço a torcer. Cada dia eu inventava algo pra estragar a paz em casa. Desde um beliscão até coisas mais sérias como tacar um pedaço de pau com prego bem no meio da testa da filha da vizinha, sim, hoje eu realmente tenho consciência do que fiz, mas naquela época era uma disputa pelo balanço! Ah e só pra constar eu não matei ela, só levou alguns pontos... Sujar lençóis nos varais alheios também era algo bem interessante, assim como passar trote na vizinhança, afinal telefone fixo era novidade naquela época. Subir nos móveis nem se comenta né. Quebrar as coisas nem se fala, ainda mais se eram novas. Ir brincar e deixar a mãe louca em casa de preocupação por ser já oito horas da noite era sempre motivo de ter mais um encontro com a "varinha" da mãe. Quebrá-la nunca resolveu nada, pois árvores era o que mais tinha ao redor de casa, mas não custava tentar, até lançarem o chinelo "Ryder" (acho que é assim que se escreve). Bom, não tinha nem como escapar daquela "arma". Duro pra caralh*. Doía pra caramba mesmo. Engraçado, mas a palavra mais perigosa da infância era: piu! Sim, minha mãe após me surrar dizia: "Pare de chorar, não quero ouvir mais nenhum piu!!" E a boca aberta aqui que não conseguia ficar quieta retrucava ela após virar as costas: "piu", pronto, uma chinelada a mais por isso. Mas tudo valeu a pena. Me divertia em apanhar. Confesso que era doido, mas sei lá, ser uma peste tinha seus lados bons.. Att: Dona do blog
terça-feira, 29 de abril de 2014
Por falar em infância deu saudades de tudo. Sabe aquele filme: Esqueceram de mim? Pois é, me assemelho muito com o personagem. Eu era uma peste. Dei muita dor de cabeça para meus pais e vizinhança. Aprontava sempre. Apanhava todo dia e quando não apanhava pelo menos uma vez por dia achavam que eu estava doente, e sim estava. Até abri um sorriso me recordando da cara da minha nona que me falava: "maninha (meu apelido) tu não pode ser assim, tu tem que se comportar". Que se comportar o que, eu queria era chamar a atenção mesmo. Risquei dois carros e com uma inteligência fora do comum ainda escrevi meu nome, sabe, estava na primeira série e era emocionante escrever seu próprio nome, principalmente na lataria do carro. Quebrava as coisas e colocava a culpa nos outros, não que resolvesse, afinal todos sempre desconfiavam de mim. Minha irmã não era uma boa cumplice, tinha um defeito grave, não sabia mentir. Simplesmente não conseguia dizer "eu não sei de nada" ou "a gente já encontrou assim", cara ela ficava vermelha mas tão vermelha e começava a se esquivar, pronto, não precisava uma palavra pra mãe descobrir a verdade. Quantas e quantas vezes arrastava pelos cabelos minhas amiguinhas pelo fato de não concordarmos e não darmos o braço a torcer. Cada dia eu inventava algo pra estragar a paz em casa. Desde um beliscão até coisas mais sérias como tacar um pedaço de pau com prego bem no meio da testa da filha da vizinha, sim, hoje eu realmente tenho consciência do que fiz, mas naquela época era uma disputa pelo balanço! Ah e só pra constar eu não matei ela, só levou alguns pontos... Sujar lençóis nos varais alheios também era algo bem interessante, assim como passar trote na vizinhança, afinal telefone fixo era novidade naquela época. Subir nos móveis nem se comenta né. Quebrar as coisas nem se fala, ainda mais se eram novas. Ir brincar e deixar a mãe louca em casa de preocupação por ser já oito horas da noite era sempre motivo de ter mais um encontro com a "varinha" da mãe. Quebrá-la nunca resolveu nada, pois árvores era o que mais tinha ao redor de casa, mas não custava tentar, até lançarem o chinelo "Ryder" (acho que é assim que se escreve). Bom, não tinha nem como escapar daquela "arma". Duro pra caralh*. Doía pra caramba mesmo. Engraçado, mas a palavra mais perigosa da infância era: piu! Sim, minha mãe após me surrar dizia: "Pare de chorar, não quero ouvir mais nenhum piu!!" E a boca aberta aqui que não conseguia ficar quieta retrucava ela após virar as costas: "piu", pronto, uma chinelada a mais por isso. Mas tudo valeu a pena. Me divertia em apanhar. Confesso que era doido, mas sei lá, ser uma peste tinha seus lados bons.. Att: Dona do blog
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