sábado, 21 de junho de 2014

Deitei a cabeça em seu colo, ela passava seus dedos entre os meus cabelos e dizia: vai ficar tudo bem. E no outro dia ficava. A dor não passava como tinha que ser, mas saber que ela estava ali já me fazia melhor. Tinha uma ternura encantadora e um jeito sincero de quem procura abrigo. Tinha cheiro de primavera - da luz de primavera - me acalmava como uma canção de ninar. Seus olhos negros não possuía escuridão, eram aconchegantes, eram convites de quem tinha a solução dos maus dias. Na sua voz vibrava a forma mais delicada de compreensão. Por muito tempo ela foi meu abrigo. Me embalava nos seus gestos mais estabanados, ao mesmo tempo me distraía com a cor viva de seu batom - me ensinou a pintar os lábios como uma mocinha - me entregou a chave do brilho. Tinha uma personalidade tão cativante que atraía paz e olhares curiosos, uma mulher, uma menina, uma mãe - minha segunda mãe e alma gêmea - Hoje ela tem nome poesia, continua a deslumbrar por onde passa e mesmo que o vento mude os rumos do meu barquinho, sei que nela encontro um porto seguro..  Att: Dona do blog

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