sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Tem tantas coisas acontecendo...
Queria falar do amor, da política, das festas onde as pessoas fogem para se encontrarem.. ao contrário do que a igreja dizia, eu não vejo pessoas vazias! Eu vejo cor, eu vejo vida, eu vejo gente enxergar o som!!!
O que você prega, você não vive! Amém pastor, benção vigário. 
 Olha os teus bancos cheios de pessoas desertas, teu templo cheio de lunáticos querendo salvação!  

Olha pra fora, mas para fora de você mesmo e vê como você era. Encontra sempre quem você procura no espelho.. não se deixe morrer!
Se eu te contar que há sempre algo melhor do que eles falam...

Att: Dona do Blog

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Eu sou


 louca, metida á besta, ligeira, esperta, pateta, egoísta... Doente, mandona, querida e fofinha.
Cruel, venenosa, generosa, bobinha... Megera, chata, idealista, covarde, forte, precisa! Irritante, demente, semelhante á nossa humanidade, mas sem ingenuidade. Perigosa, malvada, companheira, a melhor pessoa do mundo e a pior criatura. Sou eu sem vacilo, sem mais detalhes, depende apenas de você!




Um dia de praia numa cidadezinha engraçada..
Como eu gosto de estar com você! 


 






           "Quando eu vivia e morria na cidade", você só queria viver!

                                                                                                                
     
               Uma vida toda pela frente.














Att: Dona do blog



terça-feira, 21 de abril de 2015


A gente passa pela vida e pelas circunstâncias acredita que nada vai mudar, até que um dia você encontra alguém que tira o riso mais frouxo dos seus lábios. Encontra quem te faz sentir tão bem ao estar por perto, que por hora na pressa do dia troca o pneu furado do seu carro no meio da estrada numa segunda-feira de manha. E que apesar de todo atraso e da situação trágica, te faz gargalhar sentada no asfalto com as mãos cheia de graxa. Encontra o toque da pele que te faz sentir falta quando há a ausência do abraço.  Eu ainda não sei explicar ao certo todo bem que você me faz, mas de uma coisa eu tenho certeza, que sem você tudo fica comum... Att: Dona do Blog

quinta-feira, 26 de março de 2015


Encontrei em você aquilo que precisava para jogar a chave do passado fora. As vezes tenho medo de que algo aconteça e te deixe distante de mim. Bom, sorte nunca foi o meu forte e pra falar a verdade o destino já me sacaneou muito pra acreditar de primeira que ele te trouxe para mim sem querer algo em troca.
Hoje olhei pra você da forma que jamais tinha reparado! Olhei nos teus olhos e por mais que a sua irresponsabilidade pulsasse não consigo ver meus dias sendo preenchidos sem essa "bagunça" que você causa aqui dentro. Nunca fui boa em declarar as palavras, prefiro escrever aqui um terço do que sinto, e talvez por isso sua angustia ao ficar na expectativa por alguma frase ou vestígio de sentimento concreto ao som de minha voz. Bom, mas a verdade é que estou adorando estar apaixonada novamente. Sentir aquela felicidade ao acordar e saber que tem alguém que está do outro lado pensando em você. Que tem alguém que pega na sua mão na frente de todos como se dissesse: Ela é a minha garota. Estou adorando estar apaixonada por você que esta descobrindo comigo o que é sentir-se um na companhia de outra pessoa. Meu anjo, se tu soubesse o quão bem me faz ficaria grudado o tempo todo em mim. Adoro teu sorriso, tua cara de sono, teus ataques de beijos no rosto, da sua "larica", do timbre da sua voz, dos seus abraços, em fim... de você, só você.


 Att: Dona do blog 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015



Que vontade louca de correr e te contar as novidades do dia. De imaginar você dizendo: - Que legal!
E eu não tenho contato contigo. Sei que não foram nem 48 horas pós partida, mas poxa que droga. Hoje queria cochichar no seu ouvido que fui no seu lugar preferido e que as estrelas estavam incríveis, acredita? Que levei um susto de um galho seco e que prendi minha camiseta na porta.  Que vi muitas pessoas nas ruas, que andei á pé sob um sol brilhante. Imaginei você rindo ao saber... E agora você estaria fazendo uma brincadeirinha boba pra me fazer rir de canto. Uma vez te falei que você tinha entrado numa fria ao me conhecer, mas na verdade quando te vi percebi que você era cilada.  Na verdade estou só te enrolando pra dizer que queria poder estar perto de você mais uma vez. Att: Dona do blog
Enxerguei nos teus olhos o tanto quanto eu odiava despedidas. Naquele momento percebi que você realmente estava partindo, não preparado, mas mesmo assim teria que ir. Me batendo aquele medo de não saber como as coisas iriam correr daquele instante em diante, sequei os olhos que incontrolavelmente choravam, e  decidi que era hora de te levar para casa. Passamos a melhor noite que poderíamos ter pedido numa despedida não intencional. Hoje acordei com a falta do seu bom dia. Não foi fácil olhar para o celular e não encontrar nenhuma chamada sua. Passar a tarde sem falar contigo criou um vazio enorme nas horas.. A noite tudo parecia normal fora de mim, e juro que não entendo porque  fui me apegar tanto assim em você. Fico lembrando do seu rosto; dos seus olhos; do jeito que sua mão segurava a minha; da sua risada; de como disfarçava por me achar tão boba; da sua maneira imatura; das tuas brincadeiras; E eu queria você aqui perto de mim pra dizer que gosto de ti e que sinto saudades. 



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015





Essa moçada nova de fumaça na boca, que grita: viva ao "capim santo". E tudo que falam da erva é matéria do capitalismo não liberal. Os moleques estavam na boa, na paz de um carnaval em casa. Ela só estava lá para ver no que ia dar, afinal todos esperam algo de um sábado á noite. Na "vibe" dos carinhas ela começou a rir, ao ver a brisa passar na sua frente... .

Tudo era risos. 

Gui andava de um lado para o outro, numa sincronia alucinante. E a gente não conseguia mais parar de rir. Parecia um legítimo ponteiro de relógio...
 Enquanto isso comiam uma receita improvisada, mas não podiam trocar olhares que não conseguiam nem respirar de tanto rir. Entravam e saiam porta a fora, prendiam o riso e voltavam ao estado eufórico novamente. Foram horas de gargalhadas incessantes. 

O gato de quatro patas da casa, resolveu entrar embaixo da capa do sofá, mas naquele caos de risos ninguém tinha visto. Logo começaram os movimentos daquele tecido de um lado para o outro, aquilo chamou a atenção de todos, um baita susto e um raro silêncio.  


 Gui havia pego uma vassoura e dizia:

 - Meu Deus eu vou matar essa coisa! -  Entretanto o moço da risada engraçada conseguiu segurá-lo. Eu ria de tudo. Chorava de dar risada. Percebendo que todos só queriam estar daquela forma, feliz. 

Att: Dona do Blog

domingo, 1 de fevereiro de 2015


Feita na medida para ser ouvida em quanto seus olhos se distraem. 




Essa eu dedico as histórias que nunca vivi, as pessoas que nunca vou conhecer. Dedico a você que está ao meu lado,  mas nunca DO meu lado. Essa é pra você, que assim como eu perdeu-se no sabor da vida, que se perdeu na lida... Pra você que acorda cedo e grita seu cansaço num suave: bom dia! É para o Luis que tem de apelido Ada. Que quer ser forte, que não sabe ser pai, que é amigo e não sabe pra onde vai..  Essa eu dedico para os desiludidos, que perderam a fé no amor. Para você beija-flor, que já foi a luz dos meus olhos. Essa é para o tempo que a gente perde em não se ver, essa é daquelas que te faz entender.. Essa vai para tudo que não fiz por ti, por tudo aquilo que esperou de mim. Essa vai, vai longe, longe se tocar seu coração como pulsa o meu ao ouvir Cazuza gritando nossas verdades. Att: Dona do blog




Nossa música, ouça enquanto lê. 





A exatos 16 dias você vai embora, assim como quem chegou e me encontrou bêbada naquela  festa. Tudo bem que isso não foi desculpa por ter ficado contigo, mas sempre usarei como algo a ser contestado. Meu jeito mandona e de não dar o braço a torcer continuarão a te deixar fora de si.. E eu não sei como esperar esses dias passarem. A verdade é que aquela menina que socializava o desapego, prendeu uma pontinha de si em você. Então mais uma vez as coisas não aconteceram como o previsto e a falta que me fará já consigo sentir, sem ao menos ter se despedido de mim. Essas coisas são estranhas e fogem do nosso controle, não falo de amor, falo de algo que estava tentando evitar, o apego. Você está indo buscar responsabilidades, seus 18 anos são o suficiente para querer vida nova, largar seus amigos e ir para o exército. Eu fico aqui, não sei até quando. Pensando se me acostumaria sem ter uma chamada sua no meu celular.  E no meio das suas frases perdidas um quase arrependimento em sua voz me diz: "Agora que tudo está dando certo, eu nem acredito que vou ir..".  Bom, egoísta como sou,  queria que acreditasse que isso é uma grande besteira e desistisse dessa ideia. Entretanto me conformo em deixá-lo e permanecer aqui lembrando dessa sua risada que me abre um sorriso no canto da boca, ou então da sua cara de surpreso quando fazia algo que você não botava fé... A gente deu boas gargalhadas, a gente deu certo, fomos um casal apesar dessa aversão particular sobre expor relacionamentos.. Lembrarei das vezes que você me atacava com um beijo quando estava dirigindo; das aulas de baliza que lhe dei; da vontade de te dar um soco na cara após uma brincadeira idiota; da "boca da serra" que continuará sendo um dos seus lugares preferidos; das saídas escondidas da sua mãe; do dia em que seus amigos viram que eu sabia a sua senha; dos meus mini-ataques de ciúmes quando aquela guria ficava te encarando; das canções que me mandou; dessa mania de me irritar e depois bancar o engraçadinho; de te chamar de iludido. Em fim, da nossa convivência..
     Vá, volte e me procure. Aqui ou ali, em qualquer lugar, me ache. Você fará falta. Att Dona do blog 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

"Maior do que a vida que tem"
E é com esta frase que eu resumo a minha vida inteira.  Sempre achei que estar nessa cidade pequena seria algo que me confortasse por muito tempo. Hoje olho para tudo que fiz e guardo cada imagem e cada canto desse lugar como se fosse a ultima vez que estaria aqui. Não é fácil compreender o que quero dizer, nem tão pouco jogar pra fora o que realmente quero expor, mas a questão é que eu sou maior do que a vida que eu tenho, da vida que eu levo. E por isso vivo nessas crises, me debatendo dentro de mim mesma. Sei saltar alto! Existe no meu interior uma pessoa gigantesca que não encontra meios de se sobressair com o que me é ofertado. Essa menina de vinte anos que faz faculdade,  ainda mora com pais que seguem outra linha de pensamento, que nunca viajou longe, levada no cabresto, que tem horários e rotinas, essa não sou eu, essa não é a vida que comporta a verdadeira pessoa que eu sou. Bom, é tão complicado tentar escrever o que eu sinto nesse exato momento que, apenas não consigo. Perdoe-me mas não continuarei, bateu uma tristeza imensa... 
Eu gosto de todos eles, porque cada essência particular me completa! Acho que isso é amor. Todos  eles são e todos aqueles que virão, isso é amor. Meu amor não é egoísta, não acomoda apenas uma pessoa, mas sobrevive porque eu os tenho não como propriedade mas sim como momentos.

A noite pode acabar e mesmo que aquele pensamento passe em relapso de que necessito daquela companhia para todo sempre, percebo que ele é meu para todo o sempre dentro daquele momento, daquela noite. Então abraço-o, pois sei que no dia seguinte cada qual percorre caminhos diferentes até apostar na sorte de se esbarrar de novo... Numa rua, numa esquina, na saída de um bar, no meio de uma farra.. Amor maior que de novela, eu amo! Se me perguntares qual, responderei sem exitar todos.

Aquela frase com alguma autoria, que dizia: 


"Escolher é sempre perder",

 e realmente, quando se escolhe entre dois, três, quatro.. logo se abre mão de um deles.
Então ou não se quer nenhum ou se quer todos.  Sem regras, sem cobranças, ligações, apegos exagerados. E principalmente sem posse ou reciprocidade, é claro, a não ser no momento. Sentimento livre e que não espera nada de ninguém e que muito menos exige alguma posição de indivíduo algum. Este é o meu jeito de amar nessa vida. Att: Dona do blog

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014






Sempre tem aquela música que te lembra alguém, seja em qual fase da vida for. Música é a ligação abstrata mais perfeita que existe entre dois seres ou um momento ou as duas coisas Hahaha.  

 Att: Dona do blog

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

É tão estranho falar isso, mas parece que meu corpo está rejeitando-me. É angustiante, dolorido. Fazem duas semanas que não estou bem. Fisicamente.  Mas parece uma eternidade.  Suportar 24 horas nesse estado está sendo insuportável.  Lembrar que fiz todos aqueles exames já me deixa ainda mais cansada. Sem contar que tem mais pela frente.  Att: Dona do blog

terça-feira, 18 de novembro de 2014

A mudança é uma forma de dizer adeus, mesmo sendo discreta, calma, solitária... Nos prendemos tanto em tão pouco, e é ai que o nada vira tudo e tudo vira um sentimento que poucos sabem lidar. A verdade no meio dessa confusão, é que nem sempre sabemos o que fazer com o que restou, ou com as migalhas de uma mudança. Hoje eu entrei num bar,  pedi um suco. Sentei e ouvi músicas que a muito tempo não ouvia, vi pessoas que sempre estavam na rua e acreditei um dia que tudo isso era errado. Naquele instante permanecia como entrei, mas vendo do outro lado da janela e aquilo continuava sendo só um bar. As pessoas possuem um medo absurdo de que o lugar transforme pessoas, talvez seja por isso que elas realmente se transformem. As pessoas possuem medo de sofrer e sofrem com o medo da dor. Ditam o teu modo de vida, e passam a vida inteira sendo infelizes por querer que todos sejam iguais. Mas nada disso importa. A mudança agarra com dentes afiados nossas vaidades, nossas verdades... deixa o coração nú de toda lembrança, e esquece de querer lembrar. Isso nos torna uma constante, nos faz compreender que o mundo que gira não é o que está fora, mas sim o que está aqui dentro. Att: Dona do Blog

domingo, 2 de novembro de 2014

Homem pra mim tem que ser mais macho do que eu. Tem que ter postura, livre de censura. Não sou romântica, não gosto de flores, não gosto de beijo a toda hora, gosto de atenção, detesto quem implora. Preciso de um abraço, um soquinho no braço mas não de uma mão colada na minha. Não sou menina, sou mulher. Valorizar é importante, mimar desnecessário. Dar notícias ou fazer um convite é essencial, bater ponto é encheção de saco. Preocupação demonstra querer e querer não é pegação no pé. Elogios fazem parte, melação é bobagem. Surpresa é desprevenção e me por em apuros é furada. Não sou difícil, sou complicada. Não me pergunte mais do que eu queira responder. Não responda tudo o que eu te perguntar. Não critique, não tente me domesticar. Afinal, laço quando aperta vira nó. Att: Dona do blog



Ninguém espera ver uma raposa comendo risoto na cozinha diretamente da panela em pleno sábado á noite. Ninguém espera nada de uma raposa, essa que é a verdade. Att: Dona do Blog

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Tudo estava bem, ocorrendo conforme as expectativas até a brilhante ideia de colocar o filme: A culpa é das estrelas.  A gente sabia que o "chão" não era firme, que as lembranças e os sentimentos misturados continuavam imaturos e a flor da pele. Não teve como evitar as lágrimas e a sensação tão dolorida da angústia apertando a garganta e espremendo o peito. Não era saudade. Era um medo misto com ansiedade. Tudo mudou, aquilo que era certo já não fazia mais questão de parecer lógico e aquela ausência fez-se mais presente do que qualquer palavra que parecia convicta. Era voltar para onde nunca se quis, era possuir na íntegra a incerteza de tudo que fomos sem esconder a estranheza dos meus atos de aí por diante.
          Ela também tomada por lembranças diferentes das minhas, mas marcada por algum amor aí  prendeu o choro. Duas dores, duas angustias, eu não sei ao certo como ela se sentia, mas sabia que  assim como eu, queria ter corrido para perto de quem nos fez ficar em tal estado. Foi então que caminhamos  para a sacada do apartamento dela - as quatro da madrugada - e gritamos. Simplesmente gritamos. Gritamos enquanto a cidade dormia, gritamos no coração da mesma. Ecoou o som da angustia, das lágrimas derramadas, da vontade que não possuía permissão de ter o que nos feria. Gritamos como duas malucas. Concluía que Renato tinha razão quando cantava: "Disseste que se tua voz tivesse força igual a imensa dor que sentes. Teu grito acordaria não só a tua casa, mas a vizinhança inteira." e que apesar de libertar a voz do sentimento ainda estava presa pelas consequências de um passado sem compreensão. Att: Dona do blog

terça-feira, 28 de outubro de 2014




Nesse meio tempo enfrentei a minha falta de vontade juntamente com as coisas que eu fazia mesmo sem querer fazer. É fácil se tornar um "bonequinho" programado a fazer tudo, é fácil fingir que está se sentindo agradável em cumprir certas obrigações, é fácil tornar tudo uma obrigação. Olhar para frente e mesmo pisando em cacos seguir  se cortado - metáforas, aprendi muito sobre metáforas - . Precisei de mais um tempo na minha vida, mais uma crise, mais uns dias de tempestade, precisei mais de mim. Precisei não precisar, não depender, precisei da controversa, precisei exorcizar demônios que a janela dos meus olhos não enxergavam. E só eu sei que o silêncio que sempre me agrediu  me confortou em toda aquela ausência, e por incrível que pareça  houve calma, paz na minha solidão.  Eu não sei o que é tudo isso, mas é bom poder contar comigo. É bom estreitar as relações com o meu próprio ser, é maravilhoso sentir tudo só por mim.  Att: Dona do Blog

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Sabe quando na vida você se sente perdido e que não há lugar que possa te acolher bem do jeito que você é? Esse jeito, imperfeito. As vezes ter um pouco de fé se torna raro, como uma gota de água no deserto ou como ter as melhores e mais caras bebidas, mas ter sede apenas de água. Sabe, acho que esse meu deserto possui quilômetros e quilômetros de extensão, ou talvez tenha eu parado de andar, quiçá esteja andando sobre círculos nessas "dunas de areia". Bom, a verdade é que já faz um bom tempo que estou tentando entender o porque das coisas não fluírem, não mudarem e até agora a unica coisa que eu sei, é a de que o tempo esta passando e não houve respostas até então. Fé é algo que faz a gente querer ir além, viver... mas confesso que é algo que não tenho tido muito. É estranho, mas se sentir fraco e almejar acreditar em alguma coisa, nos faz refém de uma condição inaceitável. Inaceitável por querer do fundo do coração acreditar e ter esperanças, mas não conseguir obter nenhum sucesso nessa tentativa. No momento só peço a Deus que me ajude, que me socorra. Que tenha misericórdia e me ajude a enfrentar esse deserto que nem eu mesma sei como dará seu fim. Att: Dona do blog

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Hoje por curiosidade abri uma foto de um amigo que tinha postado numa rede social. Pra ser mais precisa era a foto do casamento do primeiro garoto que eu beijei na vida. De certa forma foi engraçado, me veio a imagem desse dia, onde estava nervosa e sem saber o que fazer ao certo. Mas foi legal, foi bonito, num final de tarde de verão. Em frente ao lago com o sol refletindo na água. Naquele tempo eu gostava bastante dele, sonhava com esse momento e como toda adolescente queria que fosse para a vida inteira. Semanas depois percebi que não era bem assim, que o meu príncipe na verdade não havia chegado e tudo o que eu tanto imaginei não fazia mais sentido. Como um fogo de palha aquela paixonite acendeu e logo apagou. Hoje eu vejo a foto do seu casamento e penso no quão bom é te ver feliz e o quão me faz bem ver que encontrou a mulher da sua vida. Eu ainda estou aqui, na espera de que algum dia Deus prepare alguém para mim, para sempre. Att: Dona do blog

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sabe, podem falar o que for. Podem me criticar a vontade por não dar a mínima para as eleições. E antes que os "cri-cri" comecem: "Depois reclama que o país não vai pra frente...", "Se trata do futuro..." e blá blá blá, gente vamos cair na real? Se essa disputa por saber quem no final vai roubar menos no poder - porque convenhamos né - independente de quem se eleja as coisas continuarão iguais - eu estou fora. Meu voto é branco, nulo. Não quero escolher entre nenhum deles. Afinal, descendo do tão imaginável poder que temos nas mãos, a vida que corre no dia a dia é esse:  Abaixa o preço da conta de luz, aumentam o preço da gasolina; O salário mínimo aumenta mas o preço dos produtos também aumentam;  Fazer política e inverter dados dois ou um ano antes das eleições faz parte de todo plano de governo, independente de candidato. Poderia continuar com esta lógica, mas acho que já perdi tempo demais falando desse assunto "tão importante". Att: Dona do blog
Acho que o próprio nome "Aline" já pré dispõe a pessoa ter uma personalidade retardada. Com todo respeito as Alines, - me incluindo - nunca vi uma que não fosse expressiva, engraçada e doidinha. A hipótese de ser o nome cresce numa estatística fora de sério a cada garota que conheço com este "carma de nome" - com todo carinho - é claro.  Pode adicionar mais um "N", "L", até mesmo um "A" - mesmo assim, sendo Aline pode contar, que com a gente não tem tempo ruim e tudo pode virar gargalhadas de qualquer babaquice. Att: Dona do blog

Era o que eu pensava...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

 Eu nunca vou ser do jeito que eles querem. Att: Dona do Blog
Uma hora ou outra vou me despedir de todos que amo e isso se designa: inevitável! Construímos sonhos, aprendemos desde cedo que a vida é dura, mas nem sempre estamos prontos á entender que é nesta vida e só nessa, que possuímos tempo para ser feliz. A gente grita como se não soubesse o alcance da voz, e sussurra baixinho as dores que possuí para que ninguém se contagie com o nosso sofrer. É certo que a frase não nos deixa esquecer a verdade: O palhaço é triste! Mas encontra no sorriso alheio uma forma de controlar a sua própria dor, e quem aqui já não fez isso? Quem nunca prendeu o choro para ouvir um amigo contar suas tristezas, e mesmo no pior dos seus momentos tomou a dor alheia e entregou-lhe um sorriso e um ombro amigo? O palhaço é triste! Triste mas atenta a graça segurando seu coração machucado. E a dor vale o preço do som de uma gargalhada? Eu continuo a acreditar que sim, mesmo quando aqui dentro já sinta o coração apodrecer de tanta lamúria, a vontade de fazer alguém feliz já paga o sentimento que nem sempre conseguimos ter. O palhaço é triste! Triste sem fingimento. Não é ator é palhaço. Palhaço que oferece sua energia para as pessoas sugarem. Não faz do picadeiro um palco, mas descobre o seu valor produzindo felicidade para quem está perto.  O palhaço é triste, mas não o suficiente para abandonar sua vida. Triste para incentivar a viver. Triste porque a tristeza virou companhia e a alegria uma forma de dizer:" ei! Ainda estou vivo" Att: Dona do Blog

domingo, 10 de agosto de 2014

Hoje fiquei sabendo que acha que estou perdida. Engraçado, mas entre nós dois quem não sabe a condição real em que se encontra é você. Eu falhei, fiz algumas coisas que não devia, mas não fiquei errando as escondidas. Não estou perdida. Não. Só porque a vida que eu levo não é semelhante aquilo que você acredita ser certo e que cabe a você, não faz dos meus atos uma perdição. Estar perdido é não saber onde se está, mas eu sei. É não saber o que fazer ou faz, e eu sei. Conclusões precipitadas todo mundo tira, mas estender a mão ou falar face á face poucos fazem. Att: Dona do blog

terça-feira, 15 de julho de 2014

Tenho uma habilidade incrível de participar de situações fora do comum. Era pra ser um domingo "light", entretanto a emoção de uma boa história não poderia deixar de passar em branco, não é? Bom, o combinado era ir assistir um jogo de futsal e como trato é trato fomos até lá. Estávamos nós três. No decorrer da partida uma das meninas avistou o seu Ex - que é doente de paixão por ela - na arquibancada. Passamos por ele pra ir comprar pastel, mas não imaginávamos que - para encurtar a história - iria acabar numa perseguição. Fomos para o estacionamento onde o barraco aconteceu. O tal Ex foi conversar com ela do lado de fora do carro, e no vai e vem da discussão ela o aconselhou a comprar um perfume pois ele exalava um cheiro muito forte - coisa que só mesmo uma louca faria -. Discutiram mais um pouco até o momento em que ele mordeu o braço dela, seguido de uma tentativa de beijá-la - pobre coitado - no instante seguinte ela, com a força de um "macho alfa", meteu um soco na cara dele. Após o ocorrido, ligou o carro e fomos em direção ao centro onde iríamos buscar uns amigos nossos. Entretanto o maluco começou a nos perseguir, e ela começou a acelerar valendo. Na esquina da igreja fez uma curva tão fechada que quase capotamos e atropelamos pessoas que estavam indo para a missa - repito QUASE - mas seguimos com o trajeto e com a emoção daquela situação que parecia coisa de filme. Chegamos no local e bem rapidamente gritamos para eles: "- vamos! vamos! Entrem, estão nos perseguindo!!" Eles sem entender muito bem o que estava acontecendo pularam dentro do carro. Bem no fim a noite terminou com ela dizendo: " volto depois, vou ver se acho alguém pra bater". Depois desse dia percebi que a sorte de ter peripécias assim fazem toda a diferença na vida que a gente leva... Att: Dona do blog

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Malandro por natureza. Não leva muito a sério as bobagens que eu falo, mas me dá corda. Não se prende porque já viveu em cativeiro - quebrou a cara - e hoje prefere a solidão do que ouvir o som das "algemas" conjugais. Possui expressões que cativam meus olhos, e brinca com os palavrões como se fosse jogo sério. Cara de mau mas coração mole, não percebe quem enxerga apenas seus traços fortes que marcam um território com uma placa que diz: " sou um livro fechado". Menino de cidade grande. Rosto de garotão. Pinta de "bad boy". Vez em quando surta com a bagunça dos pratos e louças em geral, desorganização tira-o do sério, por isso insisto: "ainda penso que nasceu no mês de maio".  Abre brecha para as meninas que passam na sua frente, acho graça nesse jeito "cafajeste"  - é claro, no sentido bom da palavra - que ele tem. Nisso tudo eu observo com um apreço curioso. Não prende minha cabeça, já tenho certeza que não passa de uma simples constatação. Att: Dona do blog

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Pai é herói né gente? Mesmo que a ''casca'' não deixe o braço torcer de dar um abraço. Pai é só um e coisa que eu não vou ser ( é claro). Acho que por esse motivo me faz sentir assim tão próxima e querer ser que nem ele. È engraçado, mas tem coisa que é mais forte do que a gente. Tem coisa que é verdadeira nesse mundo de mentiras e aparência. Isso se chama amor de pai. Há pai sério, como aquele engraçado, ou ainda sarcástico. Aquele sem noção e o bem racional. Pai forte, pai fraco, pai(aço) (brincadeira) e existe o meu pai, que é o melhor de todos. Att: Dona do blog  
Eu que odiava tanto quando você corria para a ''caverna'' estou aprontando as malas. Sim, mas não se trata de você e sim de mim. Estou cansada das coisas fáceis e monótonas dessa minha pacata vida. Quero ação, atitude e se der, uma pipoca no fim de semana. Quero sair por de trás desse medo que me assola, quero sair dessa paranoia que criei. Sem histórias, sem compromisso. Despindo essa veste e entrando noutra, por que não despir-me dessa pele? A ''mulher da caverna'' pede um pouco de paz e até civilidade, e claro, sensibilidade. Quero ver o que os meus olhos não me tem deixado ver, quero e vou. Bem vindo seja essa nova fase. Bem vindo seja Julho. Att: Dona do blog

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Eu continuo aqui, assim, com as mesmas manias. Continuo indo dormir tarde, fazendo as mesmas coisas de sempre. Ah, e ainda dobro o travesseiro no meio para ficar mais alto e não perdi o costume de irritar as pessoas com minhas perguntas. Permaneço  aqui. As pessoas são estranhas e eu continuo a gostar delas. Acordei sentindo um "sei lá", PS: aquela palavra que ainda precisa de tradução. Pois é e não sei explicar. A forma como deixamos as coisas irem embora ou saírem do coração as vezes parece injusta. E as vezes é preciso fechar algumas portas e jogar a chave fora. Acordei com medo. E eu tenho medo. Penso que é assim mesmo que deve ser. Saber distinguir entre o certo e o errado, entre o que me faz feliz e o que não me traz felicidade ainda custa algumas noites mal dormidas. Não tem não pensar, não decidir, não querer saber. E as pessoas falam como se fosse fácil parar, não saber, seguir, ir em frente, deixar pra lá, afinal, deixar pra lá pra muita gente é sinônimo de se sentir melhor. Entretanto não sou tão bem resolvida a ponto de ir ''empurrando'' as coisas com a barriga. O texto continua, mas não hoje. Att: Dona do blog

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Eu acho bonito o jeito que as pessoas lidam com suas crenças, com as pessoas, com as hipóteses que permeiam as suas próprias vidas, com o sentido de tudo que envolve a nossa existência. Acho fascinante os "por ques" eternos. Sei lá, o certo e o errado depende muito de como você vê as coisas. E eu posso estar errada quanto a isso, mas é bonito ver alguém botando sua fé em uma sorte, em uma pessoa, numa oportunidade, porque por mais que digam que não se deve fazer isso, a pessoa simplesmente está achando seu lugar no mundo, tentando acreditar em alguma coisa que faça sentido. Você não acha justo? E eu posso continuar estando errada... Mas as pessoas precisam acreditar em algo, seja no que for, nelas mesmas ou em qualquer outra coisa que as façam continuar a seguir, sem ao menos saber para onde vão, afinal, é o que fazemos. A gente nasce e cresce como viajantes, passa a maior parte do tempo se defendendo de nossas próprias respostas, das nossas próprias vontades e emoções. Viemos ao mundo sem saber o porque, e vamos embora sem saber pra onde vamos, ou qual é o ponto final mas esse é o curso. A vida te obriga a nascer e te obriga a morrer. E tudo que as pessoas querem e precisam é ser felizes nesse curto prazo, não importa como, apenas vivem... Não sei se é a minha falta de fé, mas tudo pra mim ainda é estranho... Talvez quando me acostumar com essa ideia eu já não esteja mais aqui. Até lá eu posso estar errada, mas nem sempre estar certa significa que seja a melhor coisa a se fazer.. Vai saber. Att: Dona do blog

sábado, 21 de junho de 2014

Deitei a cabeça em seu colo, ela passava seus dedos entre os meus cabelos e dizia: vai ficar tudo bem. E no outro dia ficava. A dor não passava como tinha que ser, mas saber que ela estava ali já me fazia melhor. Tinha uma ternura encantadora e um jeito sincero de quem procura abrigo. Tinha cheiro de primavera - da luz de primavera - me acalmava como uma canção de ninar. Seus olhos negros não possuía escuridão, eram aconchegantes, eram convites de quem tinha a solução dos maus dias. Na sua voz vibrava a forma mais delicada de compreensão. Por muito tempo ela foi meu abrigo. Me embalava nos seus gestos mais estabanados, ao mesmo tempo me distraía com a cor viva de seu batom - me ensinou a pintar os lábios como uma mocinha - me entregou a chave do brilho. Tinha uma personalidade tão cativante que atraía paz e olhares curiosos, uma mulher, uma menina, uma mãe - minha segunda mãe e alma gêmea - Hoje ela tem nome poesia, continua a deslumbrar por onde passa e mesmo que o vento mude os rumos do meu barquinho, sei que nela encontro um porto seguro..  Att: Dona do blog

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Faz um favor? Quando não amar mais, saia pela porta como saiu do coração, sem escândalos e sem falar mal. Você já ocupou um lugar que não é muito frequentado, então usar o bom senso continua a deixar a sua boa impressão, aquela que tive desde o começo. Claro, você pode estar pouco "se lixando" pra isso, mas é algo digno, de alguém que é maduro o suficiente pra sair de uma relação numa boa. Algumas pessoas tem o costume de extrapolar, gritar mais alto do que a dor de um fim, mas na real não faça nada que depois de dois dias se arrependa... Enquanto uns rasgam o verbo falando mal da sua ex-companheira a gente fica aqui, olhando e pensando: precisa de um motivo para concluir o fim do relacionamento?? Deixa quieto... Att: Dona do blog

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Posso estar perdendo o juízo, realmente, mas me sinto tão bem. Você me achava tão louca... hoje eu não quero saber se isso faz ou não sentido, não me serve, não é? Estou medindo a sua falta com uma caneca de leite em pó quentinho. Isso não é irônico? Posso me recordar dos seus casacos e do cheiro que eles tinham, e nada me faz querer voltar, chorar ou querer te matar. Isso é um bom sinal. Irônico, não é? Estou em junho torcendo pra pular meu aniversário... Comentário que não irá salvar o seu dia, nem o meu, mas poderia ser uma maneira de mudar de assunto. Perdi o juízo e acho que não quero encontra-lo. Estou bem. Mais feliz. Solta. Tomando decisões que nunca achei que conseguiria. Perdendo o medo de encarar as pessoas, de apertar suas mãos mais forte, como aquelas pessoas que fecham contrato, isso não é irônico? Att: Dona do blog
Se eu escrevesse um livro faria em sua homenagem. O nome seria: Diários de um bostinha, e teria pombos na capa.  Att: Dona do blog

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Era a parte da música que me lembrava da saudade e de 2008:
"Pega uma coca-cola e vamos conversar

Existem coisas que eu nunca nessa vida entendi"


Gente como a gente num tempo atrás. Gente que sente saudade porque apesar de toda essa frieza que vestiu consegue deixar pulsar o quente dos melhores sentimentos. Gente como nós que nos vemos pouco, mas que nos temos bastante no coração. Gente como um seriado, gente como as mesmas meninas do colegial. Crescer é um saco.  E eu ria a cada vez que repetíamos isso. Crescer é um saco. Poxa, tantas coisas pra consertar e a gente só queria permanecer sempre juntas. Viver a vida do nosso jeito. Lembro-me da escada, dos tijolos e das laranjas. Lembro das caminhadas e do sol. Dos motivos que não tínhamos para acreditar que as coisas iriam ser melhores. Hoje a nossa certeza: crescer é um saco! Era tão legal rirmos juntas. Em algum lugar estão aqueles planos que tínhamos, alguém deve ter ouvido... o vento, o céu, Deus, quem sabe...  um dia quem sabe a gente desenterre a caixinha com os nossos sonhos que nunca enterramos. Crescer é um saco, e vocês meninas sabem disso.. Att: Dona do blog


Coisa que você não sabe e por isso que vale a pena. Ganhei um livro a um tempo atrás de um amigo e isso me deixou feliz. Feliz também estava quando perdi o pé direito do meu sapato preferido. Então volte um pouquinho no tempo e veja aquela tarde em que estavam os seus amigos, que após um banho de rio sentaram em cima de uma lona amarela, riram, comeram e jamais voltaram lá. Regresse até a madrugada sentados na calçada da cidade vizinha e da parada no meio do caminho para quase cair de um penhasco. Volte ainda mais, volte naquela rua onde a louca da sua amiga gritou para o rapaz bonito que passava por lá. Viaje até aquela noite no parquinho onde vocês furaram o compromisso na igreja pra terminar a noite dentro de um carro jogando conversa fora, após o carro ficar sem bateria na beira da "prainha". Caminhe nessa linha do tempo. Vá a diante, para frente e para trás. Corra para aquele momento em que deixaram seu amigo sozinho no cemitério cantando e sem entender nada. Volte, mas não tente busca-lo no mesmo dia que abandonaram ele no mirante, porque se não perderia a cena de vê-lo com o corpo fora do carro mostrando os dedos (feios) numa pista de três faixas.  Passeie pela casa daquele mesmo rapaz que você fez nós nas mangas das camisas e depois tomou o iogurte dele e guardou os potinhos sujos na geladeira. Vá para final de novembro. Onde era madrugada e ele lhe dizia: você com sono é mais louca ainda. Mais atrás, reconheça o rosto daquele moço que você deu um CD que nem seu era e de todas as risadas que deram com "os perdidos de Curitiba". Não esqueça de dar uma passadinha para ver seu amigo colocar os óculos escuros que antes foi posto no traseiro do cachorro.  Falando em cachorro, Regresse até encontrar o dia que quase matou seu outro amigo, quando tentou se defender do cachorro imprensando sua cabeça na porta do carro. Passe bem rapidinho, mas bem rapidinho mesmo, por aquele momento: vem pro meu mundo. Passou bem rápido que quase ia esquecendo de lembrar da rodinha de amigos no interior Caroveira, que medo e que susto. Mas não vamos falar de assombração que você irá lembrar da provocação que foram fazer lá no Contestado e da sacolinha que na verdade você sempre soube que era uma assombração. Então descanse um pouco na lembrança da casa do seu amigo que casou a pouco tempo, lá naquela casa que você disse que ele iria vender pra você. Corra no tempo e vá para o primeiro do ano, assista mais uma vez o único filme que viram até o sol nascer para ver se prestou a atenção no final.  Volte e veja em replay as duas vezes que você cortou a frente da combi. E se preciso for admita que vocês entraram na lanchonete só pra usar o banheiro. Caminhe sobre tuas lembranças. Pare no posto tomar um café e ganhar o abraço mais apertado que ganhou. Recorde que você sempre ia dormir quatro, cinco horas da madrugada e levantava as sete e meia pra ir trabalhar, e que mesmo assim você acordava muito feliz e sem reclamar. Volte para as vezes que saiam pra tomar seis milk shakes numa tarde apenas. O nosso sonho não acabou. As fotos do rio Irani ainda estão aqui. E seus amigos também. Corra imediatamente para aquele congresso de jovens que teve um final feliz, o pregador cantou o que tanto ensaiamos. Vai lá e tira o amigo secreto feito na loja. Lembrou né. Corre passar a noite no hospital por que ele não podia comer camarão. E volte pra dar um OI FAMILIA. Volte, mas não faça isso o  tempo todo.